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Programa de Treinamento em
Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista


Vídeos numa apresentação



Decodificando vídeos


Arquivos de vídeo são compostos por uma série de imagens estáticas, exibidas numa sequência temporal e eventualmente acompanhadas de áudio. Para que este conjunto de áudio e vídeo seja armazenado com um tamanho de arquivo razoável, os computadores usam algoritmos de compressão para diminuir o tamanho do áudio e das imagens. Por isso, na hora de reproduzir este arquivo é preciso antes separá-los e descomprimí-los. Assim, o audio descomprimido será enviado para a placa de áudio e alto-falantes, enquanto as imagens descomprimidas serão enviadas para a placa gráfica e o projetor ou monitor. Tudo isto em perfeita sincronia no tempo.

Estes algoritmos de compressão e descompressão são chamados de codecs (code and decode, codec). Você pode imaginá-los como uma "receita de bolo," um manual de orientação, que ensina ao computador como este áudio ou vídeo foi comprimido e o que precisa ser feito para descomprimí-lo. Quando criamos um determinado arquivo de vídeo, sem áudio, utilizamos um único codec. Mas muitos formatos de arquivo de vídeo podem utilizar diferentes codecs e alguns codecs de vídeo podem ser utilizados por diferentes formatos. Em geral, os formatos de arquivo de vídeo determinam ao computador como ele vai separar e reproduzir simultaneamente o áudio e o vídeo, mas os codecs precisam ser instalados no equipamento para que ambos, áudio e vídeo, sejam descomprimidos durante a reprodução. Não discutiremos aqui nem os formatos e nem os codecs de audio, mas a idéia por trás deles é a mesma. Apenas para ilustrar sua grande variedade, os codecs mais populares são mostrados abaixo.

Video Codecs
Os principais Codecs de áudio e vídeo.
Audo Codecs

Na Medicina, os arquivos de vídeo e imagens estáticas são armazenados no padrão DICOM, que especifica as características do vídeo, um algoritmo de compressão das imagens, e o padrão de gravação na mídia de armazenamento (CD ou DVD-Rom). O padrão DICOM não gera um único arquivo de vídeo, mas várias séries de arquivos codificados e comprimidos, que são distribuídos em diferentes pastas na mídia de gravação. É isto que você encontra em um CD ou DVD onde foi gravado um cateterismo cardíaco se for explorá-lo em seu computador.

Para serem reproduzidos num computador, estes arquivos precisam de um software de decodificação, descompressão e reprodução: um DICOM-viewer. Este software geralmente vem na própria mídia de armazenamento, o CD ou DVD contendo o exame médico, permitindo a reprodução do vídeo em computadores que não tenham um DICOM-viewer instalado. É o que faz com que o paciente possa ver seu exame num computador qualquer. Mas geralmente estes softwares não permitem exportar o vídeo e convertê-lo para um formato que seja aceito pelos softwares de apresentação, como o PowerPoint™ ou o Keynote™. Em sistemas Windows, programas distribuidos em alguns equipamentos da Toshiba ou da Philips eventualmente nos possibilitam exportar e converter estes arquivos DICOM para o formato AVI, que pode ser reproduzido sem um DICOM-Viewer e pode ser inserido nas apresentações.

Toshiba
Interface dos DICOM-Viewers da Toshiba e da Philips exportando um arquivo AVI a partir de uma mídia de gravação.

Uma dificuldade com estes softwares da Philips e da Toshiba é que nem sempre eles são capazes de trabalhar com arquivos DICOM produzidos pelo equipamento de outros fabricantes. O Toshiba DICOM-Viewer produz vídeos que costumam ser reproduzidos na imensa maioria dos computadores, particularmente quando visualizados fora do PowerPoint™. O programa da Philips gera arquivos que com muita frequência são recusados pelo software da Microsoft. Uma outra diferença entre estes dois programas é que o da Toshiba abre apenas vídeos armazenados em mídias ópticas (CD ou DVD), enquanto o da Philips pode abrir também arquivos armazenados num HD ou pendrive. Mas ambos geram arquivos AVI que podem apresentar problemas de reprodução quando inseridos numa apresentação. Os vídeos produzidos pelo software da Philips exibem o nome do paciente, o que não é aconselhável numa apresentação (isso pode ser eventualmente resolvido com ajustes no programa ou com a ferramenta Crop do PowerPoint™). Apesar destas considerações, sem nenhuma dúvida, foram estes dois softwares que permitiram que muitos médicos começassem a inserir vídeos com casos do cotidiano em suas apresentações.

O problema com o formato AVI é que ele pode utilizar uma miríade de diferentes codecs, e seja lá qual for o codec que houver sido usado para produzir um determinado vídeo, ele deverá estar instalado no equipamento reprodutor. Caso contrário, teremos os famosos "vídeos que não rodam." Como não sabemos ao certo quais são os codecs utilizados por estes softwares, a estratégia mais comum é converter estes vídeos para outro formato, utilizando codecs de ampla distribuição e que sejam mais facilmente aceitos pelo programa de apresentação. Dada essa necessidade de pós-processamento dos vídeos em formato AVI, teve início uma corrida por softwares gratúitos para conversão de arquivos de vídeo em outros formatos que fossem mais compatíveis com o software de apresentação. Paralelamente, muitos hemodinamicistas que usavam software gratuito nos sistemas Windows tiveram seus computadores infestados por vírus e cavalos-de-tróia.

Atualmente, temos preferido usar o RadiAnt™ DICOM-Viwer em sua versão de avaliação. No momento, ela é gratuita, totalmente funcional e com licença renovável. O programa permite acesso a pastas DICOM no HD, pendrive, ou em mídias CD/DVD-Rom, e tem sido capaz de manipular conteúdo no padrão DICOM oriundo de diferentes fabricantes. Sua utilização é extremamente simples, e ele exporta vídeos para o formato Windows Media Video (*.wmv) que é altamente compatível com o PowerPoint™, eliminando a necessidade de processamento posterior. O arquivo criado nasce pronto para ser inserido numa apresentação.

Toshiba
Interface do RadiAnt™ exportando videos no formato Windows Media Video: as opções são relativamente simples.
Toshiba

Usuários de Mac tradicionalmente se valem do programa OsiriX™ para produzir vídeos em formato MPEG-4 (*.mp4) ou MOV (*.mov) a partir do padrão DICOM. Este software evoluiu agora para uma ferramenta profissional certificada pelo FDA, que se tornou então bem mais cara, o OsiriX MD™. Enquanto isso, sua versão gratuita, o OsiriX™ 32-bit, foi se tornando tão limitada e cheia de propagandas que chega a ser irritante. Assim, ela ainda é muito utilizada para fazer medições a partir de um exame de imagem, mas essa versão gratuita já não é mais a mesma...

Osirix

Interface do Osirix™ exportando videos no formato MPEG-4 a partir de um CD-Rom com arquivos DICOM.

Como o RadiAnt™ não está disponível para Mac e o OsiriX™ 32-bit não está disponível para Windows, temos utilizado gratuitamente o OsiriX™ apenas para realizar medições do aparato valvar ou dos grandes vasos. Por exemplo, para medir o anel valvar no planejamento do implante percutâneo de Valvas Aórticas. Nas atividades cotidianas, usamos o RadiAnt™ para visualizar procedimentos médicos gravados em equipamentos de diferentes fabricantes, e para produzir os vídeos que serão utilizados nas sessões clínicas e nas apresentações do serviço.

Seja qual for o DICOM-vewer que você escolher usar, sugerimos que crie vídeos no formato Windows Media Video (*.wmv) se estiver trabalhando com o PowerPoint™ nos sistemas Windows. Usuários de Mac poderão trabalhar com o formato Quick-Time (*.mov) junto ao Keynote™ ou o PowerPoint™. Exportar arquivos do Keynote™ para o PowerPoint™ também não tem sido problemático com as versões atuais destes softwares. Para as apresentações no CatRio.com.br, usamos equipamentos com vários codecs instalados, sendo bastante provável que não tenhamos dificuldades em reproduzir o seu vídeo, desde que ele esteja adequadamente incorporado ao arquivo de apresentação.



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